Mestres

domingo, 23 de novembro de 2014

HORA DE ACORDAR - ALAN WATTS


Me dei conta de que o passado e o futuro são ilusões reais.


Reflexão para o domingo


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ANOREXIA/BULIMIA




É muito antigo o registro de histórias de pessoas com bulimia e anorexia nervosas. Sabe-se que, desde a Antiguidade, algumas faziam jejum ou vomitavam várias vezes por dia para emagrecer ou manter o peso que julgavam ideal. Na Idade Média, santas e beatas da Igreja Católica tinham um padrão de conduta bastante semelhante ao das anoréxicas de hoje. Mudavam apenas os fatores desencadeantes do processo. São clássicos os casos de Santa Catarina de Sena ou de Santa Maria Madalena que faziam jejum, vomitavam e usavam ervas purgantes. Tratava-se de um jejum beatífico que tinha como propósito maior aproximação com Deus.

No livro “Do altar às passarelas – da anorexia santa à anorexia nervosa”, a psicanalista Cybelle Weinberg e o psiquiatra Táki Cordas,  relatam que depois da Idade Média, a Igreja começou a ver com maus olhos o caso das santas jejuadoras e o hábito caiu em desuso. Histórias à parte, esses transtornos afetam hoje cerca de 1% da população mundial, sobretudo mulheres adolescentes. 

Pessoas com anorexia nervosa sempre possuem o peso abaixo do normal e recusam-se a se alimentar de forma correta, negando os riscos que correm na ausência de uma alimentação saudável. Para avaliar esta perda exagerada de peso, usa-se o cálculo do IMC (índice de massa corpórea, que é igual ao peso dividido pela altura ao quadrado). Por exemplo, uma mulher normal o índice varia de 18 a 25, já no anoréxico o número pode ser abaixo de 17, ou seja, é gravíssimo.

A palavra que define a anorexia é medo. Medo de engordar ou de ficar igual a alguém da família que tenha sobrepeso . 

Não há medicações específicas para curar a anorexia e, sim, um tratamento multidisciplinar, que abrange psicólogos, endocrinologistas e nutricionistas. Em alguns casos, a psicoterapia pode ajudar a melhorar a visão que se tem do seu próprio corpo, “mas é um transtorno que exige paciência, cautela e perseverança, já que na cabeça do anoréxico, é certo não comer”.

:







 

Na bulimia, os sintomas são diferentes. Não é a magreza que chama a atenção. Às vezes, são mulheres de corpo escultural que cuidam dele de maneira obsessiva. Passam o dia fazendo dieta. Vão a restaurantes e pedem somente uma salada. Se houver uma batatinha palha no prato, colocam-na de lado. No entanto, de uma hora para outra abrem a geladeira ou vão a uma confeitaria e comem tudo o que veem pela frente.

Apesar de a ingesta normal do indivíduo variar entre 2.000 Kcal e 2.500 Kcal diárias, elas conseguem comer num único episódio de 5.000.Kcal a 20.000.Kcal de uma vez. Depois vomitam, vomitam muito. Algumas chegam a vomitar 5,10, 15 vezes por dia para evitar o aumento de peso e provocam tantos vômitos que chegam a ferir os dedos.

Tratar de pessoas com distúrbio alimentar é difícil  porque é frequente a associação dessa patologia à depressão, síndrome do pânico, comportamentos obsessivo-compulsivos, cleptomania, automutilação, promiscuidade sexual, alcoolismo e abuso de drogas. É raro encontrar um quadro isolado e todas as manifestações da doença precisam ser tratadas.



fonte:http://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/anorexia-nervosa-e-bulimia/

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Alegria e tristeza

A gente está alegre, não é alegre. Porque esse sentimento não se mantém para sempre. Surge, colore o mundo e some feito bola de sabão. Quando se está triste, bom saber, acontece igualzinho. Rubem Alves 

Freud disse que são duas as fomes que moram no corpo. A primeira fome é a fome de conhecer o mundo em que vivemos. Queremos conhecer o mundo para sobreviver. Se não tivéssemos conhecimento do mundo à nossa volta, saltaríamos pelas janelas dos edifícios, ignorando a força da gravidade, e poríamos a mão no fogo, por não saber que o fogo queima.

A segunda fome é a fome do prazer. Tudo o que vive busca o prazer. O melhor exemplo dessa fome é o desejo do prazer sexual. Temos fome de sexo porque é gostoso. Se não fosse gostoso, ninguém o procuraria e, como conseqüência, a raça humana acabaria. O desejo do prazer seduz.
Gostaria de poder ter tido uma conversinha com ele sobre as fomes, porque eu acredito que há uma terceira: a fome de alegria.
Antigamente eu pensava que prazer e alegria eram a mesma coisa. Não são. É possível ter um prazer triste. A amante de Tomás, da A Insustentável Leveza do Ser, se lamentava: “Não quero prazer, quero alegria!”
As diferenças. Para haver prazer é preciso primeiro que haja um objeto que dê prazer: um caqui, uma taça de vinho, uma pessoa a quem beijar. Mas a fome de prazer logo se satisfaz. Quantos caquis conseguimos comer? Quantas taças de vinho conseguimos beber? Quantos beijos conseguimos suportar? Chega um momento em que se diz: “Não quero mais. Não tenho mais fome de prazer...”
A fome de alegria é diferente. Primeiro, ela não precisa de um objeto. Por vezes, basta uma memória. Fico alegre só de pensar num momento de felicidade que já passou. E, em segundo lugar, a fome de alegria jamais diz: “Chega de alegria. Não quero mais...” A fome de alegria é insaciável.
Bernardo Soares disse que não vemos o que vemos, vemos o que somos. Se estamos alegres, nossa alegria se projeta sobre o mundo e ele fica alegre, brincalhão. Acho que Alberto Caeiro estava alegre ao escrever este poema: "As bolas de sabão que esta criança se entretém a largar de uma palhinha são translucidamente uma filosofia toda. Claras, inúteis, passageiras, amigas dos olhos, são aquilo que são... Algumas mal se vêem no ar lúcido. São como a brisa que passa...E que só sabemos que passa porque qualquer cousa se aligeira em nós...”
A alegria não é um estado constante – bolas de sabão. Ela acontece, subitamente. Guimarães Rosa disse que a alegria só acontece em raros momentos de distração. Não se sabe o que fazer para produzi-la. Mas basta que ela brilhe de vez em quando para que o mundo fique leve e luminoso. Quando se tem a alegria, a gente diz: “Por esse momento de alegria valeu a pena o Universo ter sido criado”.
Fui terapeuta por vários anos. Ouvi os sofrimentos de muitas pessoas, cada um de um jeito. Mas por detrás de todas as queixas havia um único desejo: alegria. Quem tem alegria está em paz com o Universo, sente que a vida faz sentido.
Norman Brown observou que perdemos a alegria por haver perdido a simplicidade de viver que há nos animais. Minha cadela Lola está sempre alegre por quase nada. Sei disso porque ela sorri à toa. Sorri com o rabo.
Mas, de vez em quando, por razões que não se entende bem, a luz da alegria se apaga. O mundo inteiro fica sombrio e pesado. Vem a tristeza. As linhas do rosto ficam verticais, dominadas pelas forças do peso que fazem afundar. Os sentidos se tornam indiferentes a tudo. O mundo se torna uma pasta pegajosa e escura. É a depressão. O que o deprimido deseja é perder a consciência de tudo para parar de sofrer. E vem o desejo do grande sono sem retorno.
Antigamente, sem saber o que fazer, os médicos prescreviam viagens, achando que cenários novos seriam uma boa distração da tristeza. Eles não sabiam que é inútil viajar para outros lugares se não conseguimos desembarcar de nós mesmos. Os tolos tentam consolar. Argumentam apontando para as razões para se estar alegre: o mundo é tão bonito... Isso só contribui para aumentar a tristeza. As músicas doem. Os poemas fazem chorar. A TV irrita. Mas o mais insuportável de tudo são os risos alegres dos outros que mostram que o deprimido está num purgatório do qual não vê saída. Nada vale a pena.
E uma sensação física estranha faz morada no peito, como se um polvo o apertasse. Ou esse aperto seria produzido por um vácuo interior? É Thanatos fazendo o seu trabalho. Por que quando a alegria se vai ela entra...
Os médicos dizem que a alegria e a depressão são as formas sensíveis que tomam os equilíbrios e os desequilíbrios da química que controla o corpo. Que coisa mais curiosa: que a alegria e a tristeza sejam máscaras da química! O corpo é muito misterioso...
Aí, de repente, sem se anunciar, ao acordar de manhã, percebe-se que o mundo está de novo colorido e cheio de bolhas translúcidas de sabão... A alegria voltou!


Rubem Alves nasceu no interior de Minas Ge­rais e é escritor, pedagogo, teólogo e psicanalista.
fonte: http://casa.abril.com.br/materia/rubem-alves-alegria-e-tristeza

quinta-feira, 27 de março de 2014

ARTE E EXPRESSÃO

Faço minhas as palavras de Maria Helena Andrés quando diz que a ARTE é não  apenas uma das vias de transformação do homem, mas também um caminho. Na qualidade de ARTE TERAPEUTA, vejo como esse caminho vem se mostrando possível e propiciador de encontros, superações e descobertas.

A arte ajuda o ser humano a despertar para a consciência de si mesmo e do universo. Ela contem uma mensagem espiritual que independe de tempo, espaço, credo e raça.

Um grande exemplo da atuação da ARTE no desabrochar da consciência de si mesmo, é o coreógrafo e bailarino Marcos Abranches. Ele desenvolve um trabalho que transcende a forma, explora a cor e nos convida a repensar conceitos como harmonia, equilíbrio, composição.

Trazendo do fundo de seu coração a "cor" da sua essência, ele consegue realmente colorir o nosso "psicológico", nos levando a nos questionarmos sobre a nossa cor e a nossa forma - quem somos? Como pensamos, como vemos o outro? Como nos movimentamos no espaço? Como se manifestam nossos sentidos da visão, audição, tato, equilíbrio, propiocepção?

A arte é o caminho que pode nos libertar da cor, da forma, da composição, do espaço tradicional impulsionando outra maneira de comunicação,  registrando vivências momentâneas da realidade interior e exterior.






Veja mais sobre Marcos Abranches em : http://artedemais.blogspot.com.br/

Os Caminhos da Arte, Maria Helena Andres

quinta-feira, 20 de março de 2014

SÍNDROME DE BURNOUT



 O estresse é um fenômeno que tem influência direta sobre cada individuo, tanto na sua vida pessoal como na profissional, afetando de maneira psicológica e física.

 O estresse ocupacional é definido como a soma de respostas físicas e mentais, ou ainda, reações fisiológicas que, quando intensificadas, transformam-se em reações emocionais negativas (OMS, 2007)

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).

O termo burnout significa que o desgaste emocional danifica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, pois, traduzindo do inglês, burn quer dizer queima e  out exterior. Embora já se venha falando sobre o assunto há décadas, no Brasil as discussões em torno da síndrome tornaram-se mais fortes nos últimos anos.

Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.

A principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes.

O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional,  agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.

Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises  de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.

O tratamento inclui terapia e medicamentos, como antidepressivos. Entretanto, se faz necessária também uma mudança no estilo de vida. A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem entrar para a rotina, pois ajudam a controlar os sintomas. É importante que o médico observe se é o ambiente profissional a causa do estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que geram a crise.

A qualidade de vida é uma das armas para prevenir a Síndrome de Burnout. E isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar exercícios e manter uma vida social bem ativa.


terça-feira, 18 de março de 2014

RAZÃO X DESRAZÃO



"A loucura estava inscrita no mundo, fazendo parte de suas paisagens,  sejam estas reais, imaginárias ou simbólicas.  A experiência da loucura se inscrevia nos rituais comunitários, estabelecendo-se, pois, um diálogo vigoroso com o mundo.  No imaginário estético de então, seja literário, seja este oriundo das artes plásticas, a loucura era um espaço oracular de enunciação da verdade. Tudo isso constituiu o que Foucault chamou de experiência trágica da loucura. Foi esta então que foi sendo progressivamente desqualificada com o surgimento da experiência crítica da loucura, que constituiu paulatinamente uma outra tradição na qual a razão como Outro se instituiu como o operador fundamental contra a desrazão. Com isso, inscrita no território escatológico da desrazão, a loucura passou a perder não só o seu poderde dizer a verdade, mas também de dizer enquanto tal, já que esse poder passou a ser regulado pela razão.

Nesse contexto, em que a experiência trágica da loucura passou a ser inserida apenas no território obscuro da desrazão, a loucura continuou a ser plasmada em prosa, verso e cores nas tradições literária e estética, amputada e desvalorizada que foi do seu poder de dizer no registro da razão. Em contrapartida, a experiência critica, definindo agora a hegemonia assumida pelo território da razão, colocou progressivamente a loucura como sendo sempre suspeita e inscrita nos limites do inaudível. A loucura foi então definitivamente dessacralizada, marca eloquente que ela ainda tinha no Renascimento e que era oriunda da antiguidade. Essa perda do traço do sagrado implicou o esvaziamento do seu poder oracular, isto é, do seu potencial de dizer qualquer coisa, de enunciar o verdadeiro.  Enfim, a constituição da psiquiatria no século XIX, como um saber específico sobre a loucura foi o coroamento da dita tradição crítica e de domínio inquestionável da razão sobre a desrazão.” 

Joel Birman, Entre cuidado e saber de si - sobre Foucault e a Psicanálise



sábado, 15 de fevereiro de 2014

SUA VIDA ESTÁ SEM GRAÇA?

Em nossos tempos, a s pessoas andam sempre insatisfeitas com suas vidas, concordam?
Li este texto e achei interessante compartilhar com vocês; foi retirado do site 

 www.Ayurveda.com.br


Sua vida está sem graça?
x,
Com a rotina cheia e muitos prazos a cumprir, facilmente nos sentimos estressados e entediados. Podemos produzir muito, mas corremos o risco de perder o sabor de nossas conquistas. Por isso, quando caímos na sensação de que a vida ficou sem graça, é hora de fazer algo para recuperar seu frescor.
O que lhe dá a sensação de encanto pela vida? Escutei respostas como: despertar de bem com a vida, compartilhar descobertas ao participar de uma rede interdependente de pessoas e eventos, enfrentar os erros e acertos com a intenção de se conhecer e se aprimorar, ter contato com a natureza e relacionar-se com bebês, ler um bom livro e estar com amigos.
Em outras palavras, o que gera encanto pela vida é manter um estado aberto para a existência. Isto é, deixar-se surpreender pelas pessoas, lugares, ideias, sentimentos e emoções. Quando estamos abertos ao mundo, deixamo-nos ser atravessados pelas experiências à medida em que elas surgem. O ponto mais importante aqui é compreender que este "atravessamento" só pode ocorrer quando há espaço em nós para deixar o outro entrar.
Quanto mais receptivos estivermos para o outro, mais ele poderá nos oferecer. Neste sentido, quando perdemos o encanto pelo mundo e temos um sinal de que estamos demasiadamente ego-centrados: tornamo-nos o centro do mundo. Ao usarmos a nós mesmos como referencial de percepção do mundo, passamos a nos comparar demasiadamente com tudo e todos.
Quando nada mais nos surpreende, é sinal de que já estamos tão fechados e rígidos em nossos hábitos e crenças que perdemos a abertura necessária para nos deixarmos ser tocados pelo desconhecido. Estamos cheios de "nós mesmos"!
Com o domínio do mundo tecnológico perdemos o contato entre as pessoas. O excesso de automatismo tornou nossos relacionamentos tão superficiais que perdemos a profundidade humana sem nos darmos conta. Apenas quando reconhecemos a fragilidade dos vínculos afetivos, como a falta de um comprometimento num relacionamento, confiança e respeito, é que paramos para pensar onde erramos. Cabe ressaltar que este já não é mais um erro pessoal, é um risco coletivo!
Uma vez que a automatização nos distanciou da realidade externa, ficamos "desconectados" pelo excesso de conexão superficial. A superficialidade e o automatismo nos tornaram áridos, sem brilho existencial. Pelo excesso de conhecimento e informações e não de experiências, pensamos mais do que vivenciamos. No entanto, a experiência de vivenciar o conhecimento é que dá o prazer de conhecer algo.
Segundo o mestre budista Lama Yeshe, nos tornamos inseguros ao desenvolvermos um conhecimento intelectual que não é capaz de tocar nossa experiência interna. Ele dizia: "Muita gente adquire um incrível entendimento intelectual do budismo com facilidade, mas este entendimento é estéril se não fertiliza o coração." Desta forma, Lama Yeshe estava nos alertando para não deixarmos nossos pensamentos tornarem-se mecânicos pois se isso ocorrer eles deixarão de produzir algo que nos despertará interiormente. Com a nossa espiritualidade não é diferente.
Portanto, se quisermos recuperar o encantamento pela vida, teremos que nos abrir para sermos transformados pelas experiências que a vida nos oferece. Sejam elas agradáveis ou não. Desta forma, aceitamos lidar tanto como prazer como com a dor.
A vida tem sua graça quando há um constante senso de interesse e curiosidade. Superar nosso medo da abertura é um obstáculo que teremos inevitavelmente que enfrentar. Mas, lembre-se: essa dificuldade não é só sua!
Para que possamos ter mais graça na vida precisamos tomar consciência de si. O objetivo da psicoterapia étomar consciência de sido outro e do mundo, o sujeito torna-se cônscio de seu projeto de vida, de como esse projeto vem sendo realizado, se está de acordo com o que se pretendia para sua vida e a vida ao seu redor. A revelação do cliente é esclarecedora.
A psicoterapia é um convite a experenciar (viver uma experiência nova ou velha), entrar em contato no aqui-e-agora, se conhecer como humano. É um caminho e uma forma de você expressar-se diante da vida, de encontrar um modo particular de estar no mundo e saber lidar com ele.
MIRÉIA MARIA JOAU DE CARVALHO
Psicóloga Clínica
Abordagens: Psicanálise Reichiana, Bioenergética, Biossíntese e Ayurveda
Mestre em Ética e Responsabilidade Social (Administração)
Doutora em Administração

Email de contato: mireiac@terra.com.br

sábado, 14 de dezembro de 2013

continuação

"Diz o Talmud: Se eu não pensar em mim, quem o fará?"

"Acho que enquanto o indivíduo não descobrir seu melhor e mais saudável egoísmo, não mostrará o melhor de si mesmo."

"Se eu renunciar a ser o centro de meu mundo, alguem  ou alguma coisa vai ocupar este espaço."

"É, sim. É egocêntrico. E é saudável que seja. Não é ruim centrar-se em si mesmo. Insano é querer ser o centro da vida de outro."

"É possível ser egoísta  e ter muita vontade de compartilhar, embora tudo o que nos ensinaram faça com que isso pareça impossível."

"Quanto mais aproveito minha vida, quanto mais satisfeito me sinto, mais treinada está minha capacidade de amar à mim mesmo e os outros."

"...ninguem nunca se esvazia quando ama."

"Autônoma é a pessoa que sabe ser capaz de administrar, sistematizar, e decidir suas próprias normas, regras e seus costumes."

"Acho que a liberdade não é um mito teórico nem está limitada a certas condições. Acredito em uma librdade real e possível. Também, e não só, porque sem liberdade não existiria a autonomia e sem ela não poderiamos deixar de depender dos outros, mesmo que seja para que nos digam no que vai dar este negócio de viver.
E então nosso caminho até aqui teria sido em vão.
Recuso-me a aceitar isso!
Mas eu disse liberdade absoluta.
Por que?
Porque a liberdade com limitações não pode ser considerada liberdade."

"Mais uma reviravolta: se, condicionada por sua história, a pessoa escolhe ser escrava, então é livre ou escrava?
"Na questão do escrevo: se depois de decidir ser escravo ele puder mudar de ideia e escolher ser livre, então é livre, mesmo que viva como escravo; mas, se abandonar para sempre sua possibilidade de escolher, perde a liberdade."

"Na vida real somos sempre responsáveis por nossas escolhas."


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Bom dia, amigos
Voltando após um bom tempo afastada....

Há pouco tempo atrás li QUANDO ME CONHECI, QUEM SOU? AONDE VOU? COM QUEM? De Jorge Bucay.

Destaquei algumas passagens que hoje trago para compartilhar com vocês.

QUEM SOU?

" A dependência é, para mim, uma condição obscura e doentia, uma escolha que alguns tentam justificar com diversos argumentos, mas que acaba sempre conduzindo ao comportamento imaturo e irresponsável daqueles que não assumem suas vidas."

"Exatamente como num caso de dependência química, o codependente é portador de uma personalidade propensa aos vícios e pode, em alguns casos, realizar atos irracionais, ou quase, para obter a "droga".

"O codependente, na verdade, não ama. Ele precisa, reclama, depende... Mas não ama."

"Se as saídas propostas não servem porque a independência é impossível, a codependência é doentia e a interdependência não parrece solucionar nada...
A solução que proponho há muitos anos é representada por uma palavra qu não está nos dicionários (pelo menos não ainda): AUTODEPENDÊNCIA"

"Autodepender significa aceitar que não sou autossuficiente nem onipotente, que reconheço minha vulnerabilidade e que nem sempre consigo tudo o que quero, mas que sempre sou responsável por mim.
Ainda sou o maestro dessa orquestra. O fato de não poder tocar todos os instrumentos não quer dizer que devo ceder  a batuta  a outra pessoa."

" O resultado irremediável de saber quem sou e de não depender de ninguem é que assumo a responsabilidade por mim mesmo, torno-me dono de minha vida sempre."

"Sei que não me basto para algumas coisas, pois reconheço que sou carente e que tenho necessidades, mas o único responsável por minhas carências e necessidades sou eu."

" Não  posso começar a percorrer o caminho da felicidade enquanto minhas pegadas não forem deixadas pelos meus próprios pés, enquanto o rumo não for escolhido pelo meu coração, enquanto não for eu quem corre os riscos das minhas decisões, enquanto não souber quem sou e quem não sou."

...CONTINUA...
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

PROCRASTINAÇÃO


 Adiamento!

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de Domingo divertia-se toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de Domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é o que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanha serei finalmente o que hoje não posso nunca
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã..
O porvir...
Sim, o porvir..

Texto: "Adiamento" de Fernando Pessoa 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Procrastinação

Excelente texto de minha amiga Cristina Belo.





Muito bem, já vai abril e as resoluções de ano novo continuam onde sempre estiveram. No campo das ideias.

A esta altura eu já deveria ter parado de fumar, já deveria ter abolido alguns alimentos da dieta e já deveria ter reduzido também o consumo de bebida alcoólica. Todos estes hábitos nada saudáveis que ainda fazem parte do meu dia a dia mas não contribuem em nada para minha longevidade já deveriam ter sido abolidos há tempo, mas meu lado hedonista é muito muito autoritário e exigente,  então cá estou eu, presa aos prazeres mundanos, colocando-os no patamar das missões impossíveis que elegemos como objetivos para o ano que vem.
Porque procrastinamos tanto? porque não damos prioridade ao que nos faz bem? (e aí se inclui a não procrastinação, pois que ela   gera ansiedade). Porque só na segunda feira, ou em 1 de janeiro?
Muito já se escreveu sobre isso. Muito já li sobre isso, mas colocar em prática, o que é bom, nada. Esta é uma das minhas palavras: procrastinar, assim como hedonismo (acusação que já recebi de minha amiga Janaína Nascimento e que me pegou muito de surpresa). O prazer momentâneo, efêmero,  que me afasta do que me angustia, do que me incomoda. Que me afasta do mundo real. do cotidiano insosso.
Já se passaram 4 meses e nem mesmo consegui escrever uma postagem nova para o blog. Ah! deixa pra amanhã, que vou ter ideia melhor. Há vários aqui começados,  rascunhados, inacabados. Como tudo o mais, como as decisões de ano novo.
Tudo bem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval, é prática nacional, é determinação cultural. Mas apegados a isso, vamos deixando a vida passar e não damos a devida atenção ao que é realmente importante.  Cuidar mais de nós, dar aquele telefonema, arrumar a gaveta, jogar fora os papeis acumulados num canto. Tudo que vai nos sufocando, que se acumula e acaba virando  excesso...de peso, de dores, de tarefas não cumpridas.
Procrastinar é disso que se trata. de acumular peso. Pois o que não resolvemos logo, vai aumentando.
Meu primeiro sogro dizia...se tiver muita coisa pra resolver em um dia não resolva nada, deixe pra amanhã. Uma parte vai se resolver sozinha e aí você resolve o que sobrou. Acho que levei isso muito a sério.
Fugir das responsabilidades chatas do dia a dia é tentador. Mas não fazer, não resolver é muito pior, pois resulta em acumulação,  excesso e a isso se juntam as novas preocupações, desejos, responsabilidades, deveres. Daí quando você vê  não tem mais como dar conta. Passou, cresceu demais.
Então vamos nos levantar, tirar o mofo,  fazer a faxina e procrastinar a procrastinação. Fazer agora dá sempre uma sensação de prazer, o alívio de sacudir o excesso, de fazer hoje logo de uma vez. e aí amanha talvez, começar tudo de novo com a casa a cara e a coragem limpas. com a agenda de novo em ordem, com o prazer retomado livre de culpa.
Em um canal de clássicos revi hoje o filme Heart and Soul de 1993 com Robert Downey Jr., traduzido como Morrendo e Aprendendo, comédia muito comovente sobre um grupo de pessoas que morrem juntas em um acidente de ônibus e ficam presas a terra, ligados a um bebe que acabara de nascer em um carro próximo ao local do acidente. Todos tinham assuntos a resolver por isso não foram levados imediatamente. Um deles passou a vida desejando ser cantor mas nunca conseguiu fazer uma audição por medo de falhar.  Em sua cena de libertação, ele recusa-se a tentar cantar em público, usando o corpo de Robert Downey por medo outra vez e diz ser um fracasso como sempre foi em vida. O personagem de Downey lhe diz:" voce foi um fracasso porque nunca tentou...".
O que isso tem a ver? Tudo. Procrastinar, deixar pra depois, nada mais é do que expressar o medo de falhar, de "ser um fracasso", de não conseguir resolver os problemas por menores que sejam. Recomendo o filme, pois ao vê lo outra vez lembrei de que não temos tanto tempo assim e de uma hora pra outra, já não poderemos resolver o que ficou pro dia seguinte.
Eu vou tentar. Já fiz a lista de tarefas que precisam da minha atenção, já peguei meus livros de cuidados com a saúde para montar um cardápio mais adequado às limitações da idade do meu corpo e vou voltar a tomar minha "água de melissa" pra ajudar com o vicio do cigarro, este sim, um grande problema. E pra vocês que se cansaram dos tantos Deja Vu, dos clichês e dos já li isso em algum lugar, vai uma dica de aromaterapia pra dar um gás: capim limão ou alecrim pra "despertar" como diz Gorethi Moura e grapefruit pra alegrar um pouco.

Até mais

***************
Só pra informação, comecei este texto em março, terminei em abril mas só fiz a revisão pra publicar hoje...será que eu consigo???? 

--
Postado por Blogger no Diário mínimo em 5/03/2013 09:02:00 AM

quinta-feira, 2 de maio de 2013

INSATISFAÇÃO





A maioria das pessoas vive a criticar os políticos, os corruptos, os ladrões. Entretanto me estarrece o fato de não perceberem que, de certa forma, não são tão diferentes de tantos que são alvo de suas observações.
Será que não são ladrões os que fazem instalações clandestinas de água e luz? Os que procuram dar sempre um “jeitinho” para conseguir as coisas? Os que recebem troco a mais e não devolvem? Os que andam pelo acostamento  “roubando” a vez dos que pacientemente esperam?
Não são corruptos quando se relacionem visando alguma vantagem?
Não são desonestos quando mentem sobre seus sentimentos, quando enganam, quando traem?
Os nossos políticos nada mais são que um reflexo de nossa sociedade. São os representantes de um povo que os colocou no poder; no fundo querem apenas uma oportunidade de ganho fácil, pois neste país trabalho é coisa sem valor.
Vencer pelo próprio esforço? Nem pensar. Os jovens voltam-se para o que consideram o “ganho” fácil, porque não se cultivam mais virtudes – honestidade, perseverança, solidariedade – ou cultura.
O Deus é o dinheiro, o material; é o corpo sarado, é o sexo, a ostentação.
Nesta busca do ter, cada vez mais vemos as pessoas infelizes, vazias. Nada preenche seu interior posto que oco está pelo desejo insaciável de superficialidades.
Os sentimentos duradouros esvoaçaram, quem sabe levados pela irrealidade de um padrão de vida fútil, de relacionamento descartáveis, como todas os mercadorias resultantes do atual sistema de produção.
Há uma busca desenfreada pela permanência da juventude, a qualquer preço, e, desta forma, a maturidade não chega, já que permanecem aprisionados às sensações adolescentes.
É muito triste observar nossa sociedade contemporânea; a sociedade da mentira, dos fakes.
Em meus 60 anos vivi inúmeras mudanças, presenciei vitórias, lutas, tristezas.
Mas hoje o meu sentimento é de total decepção com um povo que se identifica com protótipos criados pela mídia, objetivando exatamente que se sintam infelizes, feios, velhos, insatisfitos, inadequados, para que possam reverenciar e seguir na busca desenfreada da ilusão oferecida pela mídia a serviço do Senhor Caapital.
Compre beleza!
Compre juventude!
Compre status!
Compre a mentira!
Compre o falso!
Você só será bem visto se se enquadrar nos modelos estabelecidos.
Então...
Compre pois, sua felicidade.
... E ela nunca chega...
Porque a insatisfação é o sentimento permanente, é ela que fará você ir às compras para alimentar a fera capitalista.

terça-feira, 30 de abril de 2013

MODELAGEM EM ARGILA


“O barro toma a forma
Que você quiser
Você nem sabe
Está fazendo
Apenas
O que o barro quer.”
Leminsk






Significado do Barro:
s.m. Trra vermelha, amarela ou branca, composta principalmente de alumina e sílica, que é utilizada na fabricação de telhas, tijolos, vasos, potes.
Argila, greda.
Fig. Coisa insignificante, de pouco valor
S.m.pl. Espinhas, borbulhas no rosto.

Argila e Arte Terapia
O trabalho com o barro é profundamente eficaz no processo terapêutico.
É muito maleável e simples de utilizar.
É o melhor material para sentir o processo de criação.




MODELAGEM

A modelagem em argila é o maior representante artístico das tradições culturais de um povo. O barro pode ser considerado como o material mais primitivo que conhecemos, A bíblia nos conta que Deus fez o homem a partir do barro: “ O Senhor Deus formou pois, o homem do barro da terra...” (Gênesis)
            O barro propicia uma vivência do primitivo; o toque e o seu manuseio trazem uma sensação acolhedora de maleabilidade já que vai moldando-se conforme a sua vontade. Também há uma resposta do material frente ao toque pois o barro, na medida em que vai sendo trabalhado, absorve a temperatura da pessoa, mudando assim, sua temperatura inicial.
            A argila é fria, maleável, faz sujeira mas torna-se atraente em qualquer idade. Oferece experiência tátil, e cinestésica favorecendo crianças com problemas motores e perceptuais. Como é capaz de transformar-se através da manipulação, seja amassando, esticando, espremendo, ou socando, tem uma qualidade sensual que faz uma ponte entre sentidos e sentimentos.
            O trabalho com a argila pode ser sempre refeito, consertado, enquanto ainda úmido, contribuindo para o desenvolvimento da auto estima e auto confiança. É matéria viva, alimentadora da fantasia criadora e incentivadora do espírito criador.
            No trabalho de modelagem o corpo inteiro participa, a mão complementar torna-se também ativa e estimulamos diversos sentidos. O mais óbvio é o tato, mas a argila e outros materiais modeláveis, despertam o sentido visual, térmico, o sentido do equilíbrio e o sentido cinestésico. Pode-se trabalhar com crianças maiores noções de volume, temperatura, simetria, bem como o equilíbrio e o movimento. Ao plasmar novas formas com as mãos através da modelagem, espelhamos nossa noção de esquema corporal e podemos inclusive, pelo trabalho sistemático de modelagem, interferir e modificar este esquema, “sabendo” do corpo, criando um novo corpo. Sara Paim, falando da modelagem afirma; “um corpo que faz outro corpo”.
            Ao “brincar” de modelar, vivenciamos formas, volumes, cheio/vazio, dentro/fora. Criamos texturas, superfícies lisas. Brincamos com a geometria e desenvolvemos a percepção espacial do mundo, bem como noções de orientação, direção, proporção.
            A argila promove a manifestação ativa dos processos internos mais primários porque proporciona fluidez entre material e manipulador, como nenhum outro. Através dela tem-se uma sensação de controle e domínio sobre aquilo que se produz, podendo-se remanejar, construindo e desmanchando os objetos, sem regras específicas e definidas para o seu uso. Não se comete erro ao trabalhar com argila. É fácil.
            Na maioria das vezes a argila é bem aceita, porém ocasionalmente uma criança (ou adulto) pode mostrar-se receosa da massa molhada e “suja”, fato que por si só já conta ao terapeuta muito sobre aquela criança.
            Geralmente as criações - expressões são nomeadas, facilmente surgem fantasias acerca delas proporcionando uma dramatização ou o desenrolar de pequenas cenas que dizem da vida, da história e dos sonhos dos pacientes.
            A atividade de modelagem de esculturas possibilita a criação de formas no espaço, sem excluir a vivência do plano.



Fundamentos da Arte Terapia - Sara Paim:
Na arteterapia, a arte é concebida como uma metáfora, ou melhor, como um simulacro de arte, por sua dupla condição: por um lado, o paciente não se compromete com um aprendizado sistemático das regras do ofício, nem com a criação de idéias plásticas cuja coerência estética seja completa e socialmente reconhecida; por outro lado, a arteterapia pede da arte um serviço. Esse serviço terapêutico constitui a própria definição de arte, mas projeta sobre ela a tensão contraditória inerente à possibilidade de cura. A atividade artística transforma-se assim em representação dramática da intenção criativa do sujeito. É nessa duplicidade que encontramos a eficácia terapêutica dessa modalidade clínica.

Sol da Terra o Uso do Barro Em Psicoterapia ALVARO DE PINHEIRO GOUVEA,  
Analista junguiano, o autor introduz a utilização da moldagem em barro como recurso psicoterápico. O livro relata as experiências do autor com este material no qual a relação analista-analizando ganha uma nova dimensão, Traduzida pelas esculturas, máscaras e outros objetos. Relato de casos clínicos são ilustrados com fotos de esculturas em barro devidamente analisadas. Texto inovador e importante pras terapeutas de diferentes correntes.